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Trabalho Energizado

Os recorrentes problemas observados nos projetos de software levam inúmeras equipes a trabalharem longos períodos e, por exemplo, fazer horas-extras com frequência como forma de reduzir atrasos e tentar entregar o software em um prazo razoável. Entretanto, sempre que fazem isso, se esquecem de que desenvolvedores são seres humanos que, como tais, sentem fome, se cansam, ficam com sono, perdem a atenção em tais circunstâncias e introduzem bugs. Assim, é comum o tempo extra ser gasto em vão, pois o fato de trabalhar mais não significa que o projeto avançou. Para progredir, é necessário que novas funcionalidades sejam implementadas e finalizadas, sem que haja bugs esperando para serem identificados nas mãos dos usuários.

Projetos XP respeitam isso e seguem a filosofia de que o mais importante não é trabalhar mais e sim trabalhar de forma mais inteligente, em um período de tempo semanal que as pessoas sejam capazes de sustentar sem ficarem esgotadas e sem prejudicarem o trabalho com o déficit de atenção decorrente da fadiga. Existe uma distinção importante entre movimento e progresso. Uma equipe que se movimenta muito, que trabalha muitas horas, que "dá um gás" pelo projeto, mas produz várias coisas erradas não está progredindo. Está apenas consumindo energia. O importante não é se movimentar muito, é se mover na direção certa, de forma inteligente e sustentável.

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Comentários (2 até o momento)

  1. Cláudio Silva — 25/04/2008 11:26

    O texto toca em um tema muito recorrente, o famoso "dar um gás". Achei muito legal trazer os conceitos de movimento e progresso como forma de medir se o tal gás realmente está sendo efetivo.

    Concordo com o Victor.

  2. Victor Augusto — 06/09/2007 13:24

    Isso me parece mais um princípio do que uma prática. De qualquer forma acredito ser essencial.