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Simplicidade

No início, o Just in Time foi considerado, especialmente pelos americanos, uma idéia absurda, porque se baseava no inverso das práticas as quais a indústria automobilística estava habituada a utilizar.

XP, assim como outras metodologias ágeis, se baseia em premissas que, freqüentemente, representam o inverso do que as práticas habituais da indústria de software sugerem. Ele leva em consideração outros pontos de vista, aparentemente sem sentido, o mesmo que ocorreu há pouco mais de 50 anos quando se iniciou o desenvolvimento do Sistema de Produção da Toyota, também conhecido como Just in Time.

No início, o Just in Time foi considerado, especialmente pelos americanos, uma idéia absurda, porque se baseava no inverso das práticas as quais a indústria automobilística estava habituada a utilizar. No entanto, o avanço da indústria automobilística japonesa é bem conhecido atualmente e a Toyota é, há décadas, a montadora mais lucrativa do mundo. Parte disso tem a ver com uma filosofia que também norteia as práticas: não produzir mais que o necessário.

A Toyota acredita que o maior desperdício que existe é produzir algo que ninguém irá utilizar. Estudos mostram que 64% das funcionalidades tipicamente produzidas não são utilizadas. Isso representa mais da metade delas e, possivelmente, bem mais da metade do tempo e dos gastos de um projeto típico de software.

O XP utiliza o conceito de simplicidade em inúmeros aspectos do projeto para assegurar que a equipe se concentre em fazer, primeiro, apenas aquilo que é claramente necessário e evite fazer o que poderia vir a ser necessário, mas ainda não se provou essencial.

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Comentários (1 até o momento)

  1. Paulo — 24/09/2007 02:42

    Muito bom. Complexidade é um dos maiores problemas na área de desenvolvimento de software. Que bom que uma metodologia tem com um dos seus pilares a busca pela simplicidade.